quinta-feira, 19 de outubro de 2017

COMEÇANDO NUMA TERÇA-FEIRA OU NUMA SEGUNDA QUE AINDA NÃO TERMINOU

7h21. Não dormi quase nada de ontem para hoje. Estou em modo zumbi aqui. Peguei duas estrelas no Super Mario Galaxy, após ter postado o último texto, e cá estou de volta. Sem muito o que dizer, pois minha mente está quase que completamente vazia. Minha mãe entrou aqui, mandando abrir janelas, o calor da manhã do mundão entrou desagradável no meu quarto-ilha que mantinha a frieza do ar. Perguntou se eu queria alguma coisa, respondi um café. Ela disse que não vai ter banana frita hoje pois não há canela. “You think you’re tired now but wait until three”. É, Robert, nem sei como vou estar às 15h00. Destruído provavelmente. A não ser que a Coca venha e me dê uma dose de cafeína constante que me mantenha desperto. Minha mãe quer que eu a acompanhe em outro exame. Que saco. Espero que o Marinheiro resolva aparecer hoje. Ou que o meu amigo jurista resolva ver o filme... amanhã. Hahahahaha. Três horas de filme tarde da noite, vou cair no sono na certa. Mesmo que fosse um filme de ação. O que eu acho que não seja o caso do novo “Blade Runner”. Para o meu primo urbano ter gostado, não é filme de ação. O primeiro não era. Talvez tenham posto um pouco mais de ação nesse, mas nada no estilo “John Wick” ou “Jack Reacher”. Minha cunhada está defendendo que cantada é abuso sexual. Acho que há cantadas e cantadas e que nem todas podem ser enquadradas em abuso ou violência contra a mulher. Se continuar assim, como o amigo dela disse, estaremos condenados à extinção, pois nenhum homem vai poder tomar a iniciativa e abordar uma garota, pois estará tentando abusar dela. Há limites para o feminismo. Claro que há cantadas que são por demais grosseiras, inoportunas e inconvenientes, abusivas até, mas a maioria faz parte do jogo de sedução, eu creio e só creio, pois não consigo passar cantadas, sou tremendamente empulhado para esse tipo de abordagem, pois acho que vou estar incomodando a garota. Ou seja, sou mais feminista que as feministas! Hahahahaha. O mundo se torna cada vez um lugar mais inóspito para mim por causa do politicamente correto que é dado a exageros e cerceamento de liberdades desnecessários. A única coisa que deveria acontecer é se ensinar no colégio, já que a maioria dos pais não ensina, a respeitar o próximo (ou a próxima). Bastava isso, não o Estado cagando regras em cima de regras para impor uma coisa que deveria ser ensinada desde a mais tenra idade. Coagir depois é a atitude mais equivocada que eu acho, acaba punindo quem não tem nada a ver com a história. Mas não quero tratar de polêmicas aqui. Sou péssimo com isso. Me faltam embasamento e disposição. Acho que já falei até demais. Mulheres continuarão a levar cantadas e as que tem bom humor – a depender da cantada e do contexto da cantada, reitero – se sentirão lisonjeadas de serem alvos do interesse masculino. Epa, estou continuando com a polêmica. Parou. Quem sou eu para saber o que vai na cabeça das mulheres? Adoro as mulheres. Bem adoro algumas mulheres, há mulheres que são chatas como são chatos alguns homens. Mas via de regra, acho as mulheres mais interessantes que os homens. Talvez porque seja homem e as mulheres a mim me pareçam seres mais misteriosos e mágicos que os homens. Talvez seja só por causa dos poucos hormônios que me restam. Fato é que me apraz conversar com mulheres. Enfim, adoro um número maior de mulheres que de homens, mas os que adoro, adoro para valer. Sei lá o que estou escrevendo. Ouvindo “Cheek To Cheek” ótima maneira de embalar as 8h20 de hoje. Foi uma escolha arriscada botar esse disco na minha lista 6, mas cada vez o aprecio mais. Acho Louis Armstrong morreu depois que eu nasci, tenho essa impressão, vou procurar no Google/Wikipédia. Não, morreu antes de eu nascer. Vou ver Ella. Poxa ela morreu em 1996. Eu já era bem grandinho e nem soube de sua morte. Não lembro de nada relacionado a isso. Estranho. Tinha 19 anos. Bons tempos. Estava no meio da faculdade, aprendendo a tomar cachaça com os meus colegas. Namorando minha segunda namorada. Com a turma da Ubaias bem unida. Raros tempos bem vividos. Foi o ápice de mim, eu acho. Antes de tudo degringolar. Mas não quero falar de coisa ruim agora. Já basta o que escrevi no post de Geninho. Foi muita desgraça para um post só, visse? Vou pedir para a minha mãe ligar para a feira para ver se as Coca-Colas acontecem.

8h41. Oba duas vezes. Mamãe pediu as Cocas e Dona Carmelita vai fazer mais uma xícara de café para mim quando for fazer a dela para tomar seu café da manhã.

8h52. Li o review da Pitchfork para “Comedown Machine” do Strokes e ele fica, como o resto do que li, em cima do muro, hora alisando, hora batendo, não gosto da maneira como escrevem e é muito cheio de gírias ou figuras de linguagem que me escapam. Meu inglês não é essas coisas. Só sei que adoro “Comedown Machine” e acho que os Strokes evoluem musicalmente a cada disco. Incrível, eles não terem mencionado os falsetes de Julian Casablancas que permeiam mais da metade do álbum e são uma novidade para a banda. Bom, já dizia o sábio provérbio, gosto é como cu, cada um tem o seu. Desculpem-me o palavrão gratuito, mas cito o ditado como o ouvi repetidas vezes. Está passando “Orange Sky” e inevitavelmente lembro do meu irmão. Minha irmã PE fez uma observação sobre ele quando em Munique que me calou fundo por ser tão antagônica à minha visão. Novamente o sábio ditado me vem à mente. Acho apenas que ele está mais sociável e comunicativo, ela pode ter interpretado isso de uma forma totalmente diversa da minha. Ou viu o que meus olhos tendenciosos de admiração não conseguem enxergar. Só sei que aquilo calou fundo em mim. Preferia não tê-lo ouvido, principalmente dela. Não abalou o que sinto pelo meu irmão e não foi nada de absurdo, foi apenas a percepção dela do último encontro que teve com ele. Estava passeando pelo Facebook, à procura de uma luzinha verde ao lado do nome do Marinheiro ou do meu amigo jurista e dei de cara com o sofrimento de uma mãe que enterrou seu filho. Não deve haver perda mais terrível. Isso me levou para um lugar assustador. Não sei por que essa ideia tétrica me persegue. Imaginei algo menos terrível, mas igualmente doloroso. Algo passível de acontecer se o impossível acontecer. Eu compreenderia, eu acho. Eu relevaria, eu acho. Eu permitiria, eu acho. E tenho certeza que isso me consumiria por dentro. Pelo menos nas primeiras vezes. Mas as circunstâncias acho que justificariam isso. Perdê-la seria pior. Sandices. Estou falando sandices aqui. Sandices de uma cabeça cansada pela falta de sono.

9h20. Mamãe me chamou para pagar o frango com o cartão de crédito, pois estava enrolada na toalha, saída do banho. Mas acho que sou um campeão em perdoar. Não sei se isso é bom ou ruim. Só sei que sou assim. Não guardo muitas mágoas e as que guardo não me ocorrem agora. Guardo muitas mágoas de mim mesmo. Do que fiz a entes queridos. Do que faço à minha mãe. Do que fiz a meu pai. Do que fiz à minha segunda namorada. Ah, são tantas mágoas, tantas culpas. Difícil se sentir alguém válido com todas elas. Coisa para se tratar em terapia. Eu poderia elaborar uma lista do que eu gostaria de tratar na terapia.

- Gostaria de ter mais autoestima. Eu acho que talvez eu tenha, mas é como se não tivesse. Na verdade, acho que não tenho muita. Acho tudo o que sou feio ou defeituoso. Um ser humano falho, mas não falho como todo ser humano é, muitíssimo mais falho. Gostaria de me sentir válido. Valioso em algum âmbito. Não consigo pensar em nenhum.

- Aurora e em como lidar com isso.

- Como lidar com minha mãe de maneira mais saudável.

- Discutir a ideia do dinheiro com ela, a terapeuta, para ver se ela acha válido. Queria investir em um imóvel na rua do McDonald’s. Gostaria de dividir o dinheiro da minha pensão da seguinte forma: metade para o meu custeio mensal (isso inclui as Coca-Colas), metade da metade para investimento e a outra metade da metade para eu gastar com o que eu quiser (saídas, cigarros, bonecos, o que for).

- Meu desinteresse quase total por sexo.

- Minha falta de coragem para abordar garotas que me interessem.

- O meu crescente desinteresse pela vida social.

Acho que estes poucos tópicos já dão muito pano para manga. Podem render meses ou anos de terapia, depende mais de mim que da terapeuta. Mas ela vai ter que me dar uma força nesses aspectos, claro. Um novo olhar, sem muitos julgamentos, me aceitando para eu me aceitar. Sei lá. Estou todo cheio de dedos para encarar a terapia. Nossa, estou com muito sono. Só a Coca pode me salvar. Parece que já está vindo. Dentro de uma hora devo ter Coca aqui. Eu acho que vou fumar um cigarro.

10h20. Nada de Coca ainda. Não aguentei e deitei por cinco minutos, só para descansar um pouco o corpo da posição em que estou. Vou ligar um pouco o ar, está quente o quarto. Vou coroar a Coca, quando chegar, já soube que são só duas garrafas e da normal, com um bom e velho Marlboro. Nossa, cabeça completamente vazia e enevoada. Depois do almoço, eu certamente vou tirar um cochilo. Eu acho ou espero. Precisar, eu preciso. Mas como ficar atento ao comunicado do meu amigo Marinheiro? Perguntando a ele. Mandei a pergunta. Ele recebeu, mas ainda não leu, embora esteja online. Ele respondeu que talvez venha na sexta. Já posso cochilar tranquilo à tarde. Agora estou indagando a meu primo-irmão e ao meu amigo jurista sobre o cinema. Meu primo-irmão já me respondeu que a turma dele ainda não foi (quem sabe hoje?) e meu amigo jurista nada respondeu, mas falei dessa turma que queria ir. Não sei o que vai rolar a partir daí. Joguei a informação para rede social.

11h30. Nada de Coca. Vou comer e vou dormir.

11h42. A Coca chegou! Já comi. Mamãe vai ficar p da vida, mas estava com uma fome de outro planeta.

11h50. Ela não ficou p da vida, estava preocupada tentando achar o brinco que trouxe da Alemanha para Dona Carmelita. Acho que vou tirar o meu cochilo agora. Dar só mais um tempo. Beber outro copo de Coca. Preciso estar inteiro se a galera for ver o filme hoje.

12h35. Tudo a princípio marcado para segunda que vem (“Blade Runner”) com a rapaziada toda, a turma do meu primo-irmão e meu amigo jurista. Caso haja vaga essa semana na agenda do meu amigo jurista, nós veremos outro filme. O problema é que ele ainda está arrumando a mudança. Sim, já me escalei para a première de Super Mario Odyssey na casa dele e ele concordou. Show de bola total. Agora posso tirar meu cochilinho de lei.

12h59. Minha mãe disse que eu preciso ir a um exame com ela, então adeus cochilo. Que supermegaozzy. Fico pensando se ela não quer que eu vá só para eu não dormir. Disse que vai tomar não sei o quê na veia. E o que eu posso fazer? Dirigir eu não posso. A não ser que ela queira ir de Uber. O pior é que o meu celular está com pouca bateria. Botei para carregar um pouco no computador.

13h13. Estou zumbi e minha mãe me arrumou essa. Que ozzy. Não quero saber, quando voltar, vou dormir. Nem que sejam duas horas.

13h44. Mamãe, que estava aperreada com o exame, agora assiste a um episódio do seu seriado. Eu não poderia ter dormido uma horinha? Mas tudo bem, vou relevar. E vou falar da Red Sonja.

13h56. Mamãe foi mudar de roupa enfim. Caramba, estou muito sonolento. Zumbi total. Os olhos ardem.

19h09. Chegamos há 40 minutos do médico. Pense que eu estou um caco. Mas incrivelmente sem sono. Estou numa faixa de consciência mais baixa, mais lento, cansado, isso eu percebo, mas sono, não. Ou um sono contínuo há tanto tempo que nem o identifico mais como sono. Não quero deitar e dormir como queria antes. Agora eu quero curtir a noite. Vi várias pacientes com câncer fazendo quimioterapia, pois minha mãe me convidou/mandou acompanhá-la e entendi por quê. O medicamento que ia tomar era intravenoso e demorado e seria muito inóspito ficar ali sozinha no meio daqueles cubículos todos com senhoras doentes tomando quimioterapia e acompanhadas. Ainda bem que é só de seis em seis meses. O mais incrível, consegui convencer mamãe a deixar eu dar um lance na caixa surround de Björk, não fora a incompetência do vendedor, eu já poderia ter a arrematado. Se ele confirmasse que havia os DVDs em 5.1, o que ele foi incapaz de fazer, deu a entender que só havia os CDs na caixa, então não dei lance. Estou apostando em outro que a vendedora – pelos outros produtos julgo ser uma mulher – que está leiloando a caixa lacrada por lance mínimo de 45 doletas, muito mais barato que os demais que eu achei. Embora lacrada, a caixa tem um rasgo na região do código de barras, pequeno, não empata nada se for realmente lacrada e o conteúdo estiver intacto. Dei um lance só, que chega ao preço de “compre agora” dela, de 65 dólares. Mas, obviamente o eBay só vai chegar a esse valor se novos lances de outros cidadãos forem feitos. Vamos ver no que é que dá. A vendedora só tem uma compra feita há mais de um ano, então é um tiro no escuro que estou dando. O que muitos vão pensar também. Acho que se brincar levo a caixa por 45 dólares. Se levar, espero estar tudo em ordem. Aí só fica faltando o som 5.1 para ouvir. Hahahahaha. Mas vamos por partes. Ainda esta semana falarei da Red Sonja com mamãe. Se tudo der certo e a maré continuar boa para o meu lado, digo. Se bem que posso esperar até a semana que vem, pois começa um grande festival de descontos, códigos, sorteios e lançamentos na Sideshow. Só tenho que fazer antes do final de outubro. E o negócio da Sideshow vai até dia 27 o que dá na medida, eu acho. Provavelmente o Swamp Thing vá ser lançado e aí eu posso comparar os preços, ver as fotos e tomar a decisão. Mas acho que a Red Sonja vai ganhar, tanto por ser a mais bela quanto pelo preço ser mais em conta. Veremos, entretanto. 20h41. O casal se prepara para dormir. Eu que não dormi ainda, tomarei um belo banho e dormirei dentro em breve.


22h18. Tomei o belo banho, dei uma pausa na Coca e estou bebendo água. Ouvindo “Pictures Of You”, linda, linda. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

PERDI O MEU VAPORFI

20h34. Perdi o meu Vaporfi. Ou caiu no Uber ou no carro de titia. São as únicas possibilidades que posso divisar. Já liguei para ambos e ambos ficaram de me dar retorno. Não posso cobrar o cara do Uber sem saber da minha tia e não posso cobrá-la para não ser chato, logo, estou de mãos atadas até receber o telefonema da minha tia. Tenho grandes esperanças que esteja no carro dela. Tomara. Torna tudo mais fácil. Aí posso ligar para Geovando, o motorista do Uber, e dizer que achei o cigarro eletrônico. Nenhum dos dois ligar é que é ozzy. Já faz mais de uma hora que liguei para eles. Homem prevenido vale por dois, entretanto, e tenho um Vaporfi reserva, novinho em folha aqui em casa, que é o que estou usando agora. Porém, se perder esse, fico sem cigarro eletrônico. Se bem que acho que tenho um tanque velho e duas baterias que não duram muito. Bom, nada posso fazer senão esperar o contato de um dos dois, a ordem realmente não interessa. Comuniquei à minha mãe e ela ficou danada, quase como se eu tivesse perdido de propósito. Nem o fato de ter um sobressalente amenizou completamente a sua “danação”. Mas aí mudei o foco da conversa no telefonema, ela ainda está vindo do shopping, e ela acabou se acalmando. 20h49. Tem muita gente que vai fazer concurso amanhã, nossa. Ainda bem que não estou na pele dos concurseiros, obrigado a quem de direito pela minha curatela. Quero fumar um cigarro de verdade, mas agora só depois que a minha mãe chegar. Pode ser que eles cheguem exatamente quando eu estiver fumando e vai ser uma situação social desagradável. Já vai ser desagradável se fizer depois. Mas esse Vaporfi não está satisfazendo a minha fissura por nicotina. Não sei se o atomizer está ainda ficando bom ou se o líquido é que já ficou mal após tantos meses fora da validade. Ou talvez seja porque fumei muitos cigarros hoje, depois que a bateria do Vaporfi que perdi arreou. Não sei, não sei, não sei. Só queria fumar um bom e velho Marlboro. Queria receber uma das duas ligações. 20h56.

20h57. Ah, mandei uma reclamação para a Coca da Alemanha a respeito da mudança de embalagem da Cherry Coke que ficou praticamente igual à da Classic Coke. Chegaram. Ouvi o barulho da porta. De qualquer forma, a Coca da Alemanha me respondeu explicando que fazia parte da estratégia global da marca, chamada “One Brand”. Prometeram levar o meu questionamento adiante e disseram que sobre a Cherry Coke no Brasil, outro assunto que levantei, deve ser tratado com a Coca do Brasil, visto que a Coca da Alemanha só cuida do mercado alemão. Achei massa a resposta. Sei que isso não vai mudar nada, mas é bom receber a resposta. Será que chegaram mesmo? Minha mãe ainda não veio bater à minha porta. Bater é forma de dizer, ela nunca bate, só entra. Mas chegaram, vejo pela fechadura uma luz acesa que não havia.

21h11. Fui lá e falei com mamãe. Ela quer que eu compre um novo Vaporfi nos EUA. Mais um item a ser comprado. Além dos outros cinco da minha lista: o celular, o kit adesivo protetor mais case do celular, o game Persona 5, o CD “Bastards” de Björk bem como o seu novo disco, se sair até lá (que acho que vai). Se eu estivesse podendo mesmo, eu compraria o “Björk Surrounded” com os sete primeiros discos de Björk em 5.1 e um Bleu de Chanel Eau de Perfum. Mas acho que já é querer demais. Sim, e pretendo comprar a Red Sonja antes da bomba Hulk explodir, alegando o fato das parcelas serem mais baixas, por serem mais parcelas. Quando menos parcelas, mais altas vão ficando, obviamente. E não há juros. Afinal estamos falando dos Estados Unidos. Mas o que estou quase comprando é a caixa “Björk Surrounded”. Se tivesse abertura para falar com a minha mãe sobre o assunto... é, hoje estou com o meu lado consumista exacerbado. Tem que ver o quanto de dólares vou querer que mamãe me compre. O problema da caixa de Björk é que ela pode ser vendida a qualquer momento e está por menos de cem dólares. A outra opção – e só há duas no eBay, único lugar onde encontrei a dita caixa – é mais de 200 dólares e o frete é muito caro, por vir do Canadá.

22h10. Estava atualizando as minhas informações no eBay. Só não puxo o gatilho no box set de Björk, pois preciso falar com a minha mãe primeiro. Poderia pedir de presente de natal para ela. Tenho que pensar melhor no assunto. Não acho uma boa ideia. Se perder essa oportunidade, só deus sabe quando outra vai se dar. Mas nem tenho sistema 5.1 aqui em casa. Não me valeria de nada ter os discos com essa qualidade de som se não posso ouvir. Meu padrasto já disse várias vezes que vai botar na sala, mas os anos passam e nada. Posso pedir na reforma do meu quarto que botem o sistema aqui. Iria ser o bicho. Mas acho que é sonhar alto demais.

22h31. Pesquisei sons 5.1 na Amazon e além de grandes para trazer fugiriam ao meu orçamento. Acho melhor deixar esse sonho de ouvir Medúlla em 5.1 de lado. Vamos ver quanto consigo negociar com a minha mãe de dólares que terei para gastar. Se der e a oferta ainda estiver de pé no eBay, compro o box de Björk mesmo sem ter o som. Por quê? Porque tenho esperança que meu padrasto ainda bote um na sala. Hahahaha. Pesquisei o perfume e está mais caro que na Europa. Muito mais caro, diga-se de passagem. Tenho que escrever uma coisa para o marido da minha prima que vai fazer um cursilho. O que diria? Vamos ver o que sai no próximo parágrafo.

Primeiramente, não vamos falar da minha fé. Ela é minha e somente minha. Vamos falar da sua fé. Aposto que você está meio esvaziado nesse quesito, não é? Muitas dúvidas e nenhuma certeza. Eu sei bem como é. O que posso dizer? Ninguém pode enfiar fé na sua cabeça. É algo que vem de dentro, mas que talvez as condições certas ajudem a aflorar. Não sei. Só sei que ter fé é algo bastante confortante. Pelo menos eu sinto assim. Acho que esse conforto, conforto da alma, da mente, do ser que você é, é a maior qualidade ou benesse da fé. Um conforto maior que a maior das adversidades. Pelo menos é assim que sinto. Quando está tudo dando errado para mim, eu tento ver o macro, em escala universal mesmo, e me sinto confortado que tudo está dando certo, apesar dos meus pesares. Se você vai encontrá-la no cursilho? Sinceramente não sei. Mas se até a sua esposa, que você conhece melhor do que ninguém, encontrou, tudo é possível. Se fosse te dar um conselho seria manter a mente e o coração abertos e ver no que vai dar. Quem sabe você dá a sorte de encontrar um pouquinho que seja desse conforto que mencionei? Boa sorte. Ou bom destino. ;)

22h46. Pronto. Foi o que saiu. Espero que dê pro gasto. Quem sou eu para falar de fé! Hahahahaha. Percebi agora que repeti a mesma frase duas vezes. Agora já foi, já está na caixa de e-mails da minha prima. Relendo dá vontade de acrescentar ou mudar sempre. Ainda bem que já está enviado. Assim não fico na paranoia do estica-e-puxa. Acho que vou ficar por aqui por hoje. Quero ir para o Desabafos do Vate. Talvez volte para cá, não sei. Ah, liguei para o cara do táxi que me garantiu que o Vaporfi não estava lá. Liguei para a minha tia e ela disse que minha prima saiu com o carro. Eita, botar o meu celular para carregar! E ligá-lo assim que a bateria permitir. Botei para descarregar e me esqueci. Droga, minha tia disse que ainda ligava hoje, senão amanhã. Mas se ela ligar hoje, preciso atender. Disse a ela que estaria à disposição. Que furada. Pronto já ligou. Só falta ela ligar quando eu for fumar. E, para completar, minha mãe acordar por conta do barulho do aparelho. Ouxe, acabou de chamar uma vez e parou. Não mostrou nem de quem foi a ligação perdida. Que estranho. Não entendo nada de celular mesmo.

-x-x-x-x-

17h48. Agora tenho a minha própria conta do Spotify. Criei uma nova playlist 6 e a estou testando agora. Não está não inspirada como a outra, embora contenha muitas músicas em comum, mas inclui bem mais The Cure, que domina a lista, incluí “A Love Supreme” de John Coltrane. Não coloquei “Little Joy”, nem “Cavalo” de Amarante e deixei “Pitanga” de Mallu também de fora, mantendo só o “Vem”.

18h18. O excesso de Cure se reflete no modo aleatório da nova pasta 6 do meu novo Spotify. Não sei se gosto da minha nova pasta 6 ainda, por mais que só tenha músicas do meu agrado. Acho que é o costume com a anterior. Rufus vem como um familiar alívio. Ontem tentei me comunicar com Eugênio Mohallem, meu ídolo-mor da Publicidade nacional. Foi engraçado e divertido. Não sabia que a tecnologia de hoje me permitia tais facilidades. Não sei se ele vai ler ou responder, mas creio que não. De qualquer forma foi uma experiência singular que dominou o conteúdo do Desabafos do Vate. Agora veio “Plainsong” do Cure e entrou bonito. É uma das três músicas mais lindas de todos os tempos para mim. Não me pergunte quais são as outras duas que eu não sei. Só sei que ela está entre as três. Hahahahaha. Algo sem graça aconteceu, meu padrasto me pegou fumando Vaporfi no meu quarto. E ficou puto. Ainda bem que não explodiu comigo, foi falar com mamãe, mas não sei o que disse, pois quando ouvi “ele está fumando aquela porra aqui...” eu fechei a porta e continuei fumando. Ato falho da molesta fumar com a porta aberta. Bom, se estou fumando até agora, talvez eu siga fumando, agora com o conhecimento do meu padrasto. Não sei. Mamãe foi dormir logo após o almoço. Pode ser que me venha com alguma novidade quando acordar. Espero que não. Gostaria que tudo continuasse do mesmo jeito em relação ao meu uso do cigarro eletrônico. Cure realmente domina a pasta. Talvez tenha que dar uma equilibrada nisso, por mais que me agrade ouvir a banda.

18h44. O HP Assistant mandou eu reiniciar a máquina e, sim, agora acho que definitivamente perdi o meu Vaporfi. Minha tia disse que não estava no carro dela, a mesma coisa disse Geovando. Então, graças que sou um homem prevenido e comprei um sobressalente antes que saísse de linha. Como de fato saiu. Minha mãe quer que eu compre um modelo mais novo quando for nos States. Toda vez que rola Rufus me dá um sentimento de alívio e familiaridade, mas creio que dentro em breve, eu vou me acostumar com essa nova lista. Porém acho que vou tirar os “Disintegration” do Cure, para que ele não perca a sua aura de especialíssimo e vire arroz de festa aqui. É o que farei agora.

18h53. Fiz. Retirei o disco. Acho melhor. Não quero enjoar dele nunca. Enjoo das músicas foi a razão de não reproduzir a lista 6 exatamente como estava lá no Spotify de mamãe. Eu quero ver o que eu escrevi no Desabafos do Vate ontem.

19h38. Acabei de revisar. Estou com muito calor, vou ligar o ar. Não sei como tirei o “Disintegration” e continua passando músicas dele. Acho que o Spotifi não processou o meu pedido, embora não apareça mais na lista, ou se fiz da maneira errada. Eu selecionei tudo com shift segurado e apertei “delete” e aí as músicas sumiram da lista, mas continuam tocando. Bizarro. Se Eugênio Mohallem me contatar, eu mando o texto do Desabafos do Vate para ele. O texto que trato dele e de um monte de momentos odiosos da minha vida. Penso em mandar para o meu amigo cineasta também. Mas não sei se quero me expor tanto no documentário. Vou meditar sobre o assunto. Deixemos assim, se mandar pra Geninho, como carinhosamente apelidei Mohallem no outro post, eu mando para o meu amigo cineasta. Se não, terei que considerar muito. Talvez se meu amigo cineasta pedir, eu mande. Desde que ele respeite a minha vontade expressa no tal post do Desabafos do Vate.

20h58. Fui comprar uma Coca, minha mãe disse que meu padrasto está puto porque fumo Vaporfi no quarto e que isso gerou estresse na relação. Ela me pediu para que eu nunca mais fume de porta aberta. Eu disse que o vacilo foi meu, um ato involuntário e lhe prometi que não fumaria mais de porta aberta. Pelo menos agora fica tudo às claras e liberado, como gosto. Meu padrasto vai acabar se acostumando com a ideia. Assim espero. Voltando a Eugênio Mohallem, é claro que ele não vai ler ou, muito mais além, me contatar. Isso é um pensamento absurdo. Onde estava com a cabeça quando cogitei sobre a possibilidade de isso acontecer? Tenho medo de estar entrando em hipomania. Espero que não. Deus me livre. Não é como a depressão que a gente sente se apoderando da alma, a hipomania é sorrateira e faz a gente se sentir bem, excitado, falante e por aí vai. E vai até dar em merda. Como gastar compulsivamente ou me expor desnecessariamente, inconvenientemente. O que me traz de volta à ideia de compartilhar o post do Desabafos com o meu amigo cineasta. Acho que talvez seja equivocada também. Se ele pedir, eu mando para ele analisar. Isso será uma prova para ver se ele lê esse blog mesmo ou não. Hahahahaha. Aposto que pedido nenhum vai vir. Se fosse eu a fazer o projeto, não acumularia leitura, já ia lendo e separando os trechos que achasse pertinentes ao documentário. Essa seria a forma como trabalharia, mas não vou me meter no processo dele. O Spotify continua tocando o “Disintegration”, por que eu não sei. De qualquer forma me está me agradando. Queria ouvir mais alto, mas minha mãe pediu para abaixar e hoje não quero desagradá-la, pois ela defendeu o meu lado. Me garantiu algo para lá de fundamental na minha vida, na minha rotina, fumar o Vaporfi no meu quarto. Ainda bem que ela fez isso. Acho que no fundo ela sabe que se eu fosse obrigado a fumar toda vez o cigarro eletrônico no hall de serviço, eu acabaria voltando para o normal.

21h26. Me perdi um pouco pela internet. Este post está tão pouco inspirado. O que poderia fazer para torná-lo mais interessante? Sinceramente não sei, minha vida não está interessante no momento. Eu odeio colocar aspas nas coisas! É um saco. Quase sempre largo “shift” antes de pressionar a tecla de aspas e sai um apóstrofo ou sei lá como chama quando é um tracinho só em vez de dois. Acho que vou jogar um pouco de videogame. Daqui a pouco, como sempre. E, como sempre, vou acabar sem fazê-lo. 21h30. Gostaria que o casal se retirasse mais cedo hoje. Gostaria de ir dormir mais cedo também. No máximo de 2h00, 2h30. “The Caterpillar” me lembra uma antiga paixão de colégio, a minha última paixão de colégio, pois já estava no segundo ou terceiro ano científico. Não, não sei a nomenclatura de hoje em dia. Ensino médio, talvez, sei lá.

21h36. Fui pegar Coca e o casal está assistindo TV na sala o que significa, ao meu ver, que estão em processo de fazer as pazes. Ainda bem. Meu copo está com cheiro de cebola ou alho, ou ambos, só sei que irei trocar de copo no próximo round. Nunca esqueci nenhuma paixão que tive. São eventos que me marcam profundamente, as danadas das paixões. E guardo todas com carinho em meu peito. Alguém de Fortaleza aparentemente invadiu o meu Facebook, mas estou sem saco de mudar a senha. Não sei como vou me lembrar da nova. Já sei. Eita, aparentemente a minha conta do alter ego de bonecos também foi hackeada. Sabe de uma coisa? Eu vou deixar é para lá. Ligar o foda-se. Quero só uma desculpa para abandonar o Facebook. O pior que nem posso, é o meu canal de divulgação dos blogs e dos links afiliados. Mas não vou mudar as senhas, pelo menos não por ora, se algo muito sinistro acontecer aí eu mudo. Algo muito sinistro já aconteceu hoje. Eu recebi um e-mail do Facebook perguntando se eu não queria fazer o meu login por e-mail, pois havia tentado várias vezes sem sucesso, coisa que eu não fiz. Ou seja, alguém estava tentando acessar a minha conta indevidamente. E o “Disintegration” continua a tocar, isso está começando a me incomodar. Daqui a pouco reinicio o computador para ver se curo esse bug do Spotify. 21h53. Já tomei o remédio e o casal parece que já vai se retirar. Provavelmente dormirei mais cedo hoje. Botei mais Coca e esqueci de trocar de copo. Ozzy. Mas dentro em breve vou para mais uma rodada de Coca e troco. Parece que o casal se retirou. Puxa, esse disco de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong é uma delícia de ouvir. É como uma janela que dá para um jardim na ensolarada primavera. De uma casa norte-americana, claro, porque é um som genuinamente americano na minha cabeça. E muito genuíno mesmo. Toda a música popular americana tem raízes negras. Acho que mais que no Brasil. Aqui já é mais misturado, acho que as influências portuguesas foram grandes também. Posso estar conversando água aqui, mas é como sinto. Se bem que os States têm o country e suas variações também que são coisa mais de branco, eu acho. Falo só do pop, não do erudito, do que entendo ainda menos. Acho que por ser islandesa, Björk pode agregar tanto à sua música e de forma tão diferente. Lá não tem a riqueza musical do Brasil, com sua miríade de ritmos de cada recanto do país. Acho que isso deu a ela a sede de se imiscuir em novas searas de todas as partes do mundo e criar uma sonoridade muito própria. Enquanto isso, no Brasil, a mediocridade musical impera, pois o a música é hoje feita para o povão, é produto para as massas. Nada contra. A voz do povo é a voz de deus, já se dizia. Se é isso que a maioria quer ouvir que os alimentem culturalmente com isso. Mas me contem fora dessa. A música atual não me desce, o que é apenas mais um sintoma de que estou ficando velho. Não escrevi nada que se salve sobre música agora. Ozzy.

22h18. Me enganei, o casal ainda não se retirou. 22h22. Agora se retirou e acho que ainda brigados, pois cada um foi dormir num quarto diferente. Meu padrasto lida muito mal com frustrações. Perdeu uma, eu vou fumar no meu quarto e pronto. Tomara que ele não consiga dobrar mamãe. Tomara. Minha mãe me ligou pedindo que fechasse a sua porta porque o meu padrasto foi para o outro quarto e a deixou escancarada. No kidding, já está me dando a fome do remédio, que ozzy. Vou ficar por aqui hoje, eu acho.

22h48. Troquei de copo, coloquei mais Coca, da nova que comprei, e comi um pouco da farofa de linguiça. O quarto da minha mãe ainda está aceso. Não me sinto dono da noite dessa forma e pouco se me dá. Dentro em breve estarei dormindo mesmo. Vou esperar até as 23h00 para ir fumar o meu cigarrinho da noite sem causar nenhum estresse adicional. Falando em estresse, preciso preparar a minha mãe para a vinda do Marinheiro essa semana. E o próximo estresse, tentar convencê-la a liberar que eu faça o pre-order da Red Sonja. Tudo isso deveria ser tão mais fácil. 22h58. Eu vou fumar um cigarro.

-x-x-x-x-

13h33. Acabei de acordar, ou melhor, ainda estou acordando. Tico e Teco ainda não se entenderam. Minha mãe teve uma discussão com o meu padrasto sobre almoçarem juntos ou separados e isso me despertou. Não sei se são ecos ainda do episódio Vaporfi. Botei “Cheek To Cheek” para dar uma despertada. Estou com calor. O pior é que acabou a pilha do meu controle do ar. E nesse climão que está por aqui, fico acanhado de pegar as últimas duas pilhas palito que estão no armário. Eu sei que uma coisa é completamente desconexa da outra, mas só vou pegar as pilhas depois que pedir à minha mãe. Ela me chamou para o almoçar com ela dentro em breve. Não estou com fome, mas pelo menos farei companhia. Não sei se coma alguma coisa, só para fazer a linha, visto que ela já está estressada com esse negócio de almoço junto ou separado.

13h50. Peguei a pilha, botei e liguei o ar. Como queria entrar na cozinha e encontrar Dona Carmelita e principalmente Coca-Cola. Preciso de Coca. Vou ver.

13h55. Nada de Dona Carmelita ou Cocas. Que pena. Peguei água. Acho que trato as cadeiras do computador com muita brutalidade, preciso de uma cadeira super-resistente. Embora a que eu tenha posto em substituição a que vovó me deu esteja suportando o tranco, já começa a ficar com uma série de rangidos. Não sei por quanto tempo aguentará o uso intenso que faço dela. Ainda mais com o meu peso de quase cem quilos. Não sei se desligue o ar ou não, para mim já resfriou e tenho medo de a minha mãe entrar aqui e reclamar. Mas estou gostando da temperatura e se desligar, rapidamente o quarto fica quente de novo pela incidência do sol na minha janela. Se bem que olhei pela janela e nem está esse sol todo. Nessas horas gostaria de estar em Munique. A viagem dessa vez deixou gostinho de quero mais. Desliguei o ar. O controle está respondendo bem melhor agora com as pilhas novas. Acordei relativamente cedo, o que acho que agradou a minha mãe.

14h55. Acompanhei mamãe no almoço e descobri a razão de não haver Cocas, hoje é o Dia do Comerciário. E descobri por que não há Dona Carmelita também. Porque ela prefere ficar vindo às terças e quartas. Mudou os dias. A veinha merece escolher os dias que trabalha, do alto dos seus 70 anos, a imensa maioria deles dedicada a servir na casa de terceiros, ela merece. Descobri pelo porteiro que a pizzaria aqui em frente está aberta, resolvi ligar para perguntar porque li nas paredes do recinto que ele abria todos os dias. O que parece ser realmente um fato. Preciso criar coragem para ir lá. Preciso criar coragem para pedir à minha mãe que volte a terapia. Mas parece que ela tem exames a fazer e tem que mostrá-los a quem de direito ainda. Então, provavelmente só vá à terapia após a viagem. Acho que o incidente Vaporfi estremeceu a minha relação com o meu padrasto, ele não fala comigo, eu não falo com ele. Vou comprar a Coca.

15h42. Comprei Coca, fumei um cigarro de verdade e fui no banheiro. E a minha vontade ainda é de não fazer nada, nem escrever, para variar, até pegar o embalo. Falei com a Gatinha agora pelo WhatsApp. Perguntei quando ela vem aqui de novo e sugeri a parte dois da entrevista. Acho que ela gostou de fazer. Coloquei para ouvir “Cantada (Depois de Ter Você)”. Só sofrência. Roedeira. Hahahahaha.

19h06. Fui acompanhar mamãe na sua primeira saída de carro desde que perdeu a carteira de motorista. Fomos pegar exames médicos, passamos no McDonald’s e no posto também. Acabei de devorar um Quarterão, um Cheddar e um Chicken Junior. Agora bateu um sono com esses três sandubas no estômago, acho que vou tirar um cochilo. Os resultados dos exames das mãos pés e articulações de mamãe não foram lá muito animadores, cheios de creca. A pobre chega está abatida, mas vamos ver o que o médico vai dizer, né? Talvez haja solução ou pelo menos melhora na qualidade de vida dela.

19h32. Fui fumar um cigarro de verdade e mamãe e meu padrasto tentam agora resolver a superfaturada fatura da Oi. Acho que vou me deitar um pouco. Estou precisando.


19h40. Coloquei o link aí para ver se vejo um dia, se (e para) me lembrar. Dica do meu primo urbano.

22h52. Li. Era informativo, não sabia o nome do CD nem a data de lançamento, nem o conceito por trás da obra. Agora sei o que consegui entender. É bem curto o texto em questão, mas valeu a atenção do meu primo em me repartir tal informação.

23h22. Li outra entrevista de Björk, mais substancial, também no Pitchfork, e naveguei pelos meus e-mails promocionais. A energia deu uma oscilada agora. Será que vai faltar luz? Era só o que me faltava. Depois desse cochilo que tirei pós-McDonald’s estou sem sono nenhum. Tomara que amanhã mamãe consiga as Cocas. Gostaria de acordar e já tê-las à minha disposição. Geninho não me deu notícias, como era de se esperar.

1h48. Está com uma promoção excelente de memórias da San Disk na Amazon. Só dura mais duas horas e tem o SD card de 256 GB por metade do preço. Hoje era um dia que eu queria que mamãe acordasse me mandando dormir para eu mostrar a ela e perguntar se eu posso comprar e se ela quer um para ela. Se bem que é algo relativamente supérfluo para quem tem (ou terá) um celular com 128 GB de memória. Estava quase comprando o micro SD sem consultá-la, mas tenho medo da retaliação. E prefiro muito mais comprar a Red Sonja antes do mundo desabar com o Hulk. Vou deixar para lá. Só se ela aparecer mesmo. Vou ficar acordado até a promoção acabar e vou dormir. Enquanto isso, o que dizer? Estou com um assunto do Desabafos do Vate muito presente na minha cabeça, mas não posso trazê-lo aqui. Tentou segurar, mas duas pétalas mui rubras ainda lhe escaparam à boca. É o máximo que posso dizer. 2h00. Agora já está tarde demais para outros intentos. Queria que o Marinheiro viesse amanhã/hoje. Mais do que isso, gostaria que o meu amigo gordinho, que passarei a chamar de amigo jurista, fosse ao cinema amanhã/hoje ver “Blade Runner 2049”.

2h38. Ainda estou de olho no cartão de memória, mas acho que mamãe não vai acordar. Vou dar por perdido. E, como disse, se o celular for mesmo o que o que sugiro, ele terá 128 GB de memória, vai ser difícil encher. E prefiro comprar a Red Sonja. Vou tocar no assunto da estátua, se tudo der certo amanhã, ao comentar do dispositivo da San Disk. Pois é, a ida aos EUA está despertando o consumista em mim. Hahahaha. Pensando bem, o micro SD card é uma futilidade sem tamanho para mim, só estou de olho nele porque está metade do preço. E no Brasil nem se encontra, o mais próximo é um SD tamanho normal por mais de quatro vezes o preço deste. Ou seja, está muito barato. E poderia filmar em alta resolução à vontade, não que filmagens sejam coisas que faça muito. Não fiz mais de cinco vezes. Até pelas limitações de memória do meu celular. Acho que o pulo de 8 GB para 128 GB é o suficiente para mim. Mas penso mais em mamãe que vai querer comprar um tablet para substituir o computador. Do jeito que ela enche de coisa esses dispositivos, viria bem a calhar essa memória extra. Até para o celular mesmo.

3h47. Faltam menos de 15 minutos para a promoção acabar. Eu poderia comprar como presente de natal para mamãe, mas não tenho certeza se ela gostaria. Acho que vou perder essa boquinha mesmo. Mas comprar o que não se precisa de fato só porque está por metade do preço é gastar dinheiro à toa. E não é barato mesmo com esse desconto. É muitíssimo mais barato que no Brasil, mas não é um item barato em si. Deixa para lá. Menos de dez minutos. Vou acompanhar para ver o que acontece com a página da Amazon quando a promoção acaba. Estou curioso. Vai acabar exatamente às 4h00. São 3h52. Estou com sono, ma non troppo. 3h54. Achei a versão mais fuleira do celular que pretendo adquirir e teve gente dizendo que é gato por lebre, melhor apostar na versão porradão que é mais difícil de falsificar. Agora ele é bem maior que o meu. E bem mais frágil. Parece que é todo recoberto de vidro, o que não me parece a ideia mais genial para um celular. Espero que o case o proteja. 3h57. Vou acompanhar lá. Apareceu a mensagem “deal has ended”, vou dar um refresh na página para ver o que acontece. Aumentou, mas não para o preço listado. Está ainda acessível, mas foi a promoção acabar e todo o meu frisson pelo produto se esvair. Curioso. Seria uma compra somente por impulso. Ainda bem que resisti ao meu. Se mamãe quiser, ainda pode comprar. Mas tem que comprar logo, pois leva de duas a quatro semanas para entregar, não dá tempo de pedir durante nossa estadia nos EUA. Mas deixa isso para lá. Resolvi dar o virote. São 4h57. Acho que vou tentar me deitar.

5h12. Me perdi no maravilhoso mundo dos bonecos. Fazia tempo que não visitava direito. Às vezes eu me sinto meio culpado por alimentar a hype da galera com meus posts. Não sei se eles têm esse impacto todo, mas já percebi reflexos deles em comentários de outros colecionadores. Eu, queira ou não queira, nesse universo que é muito restrito, sou um formador de opinião com o meu blog e meus comentários. Estou completamente inativo hoje em dia, pois não vejo nada de interessante a comentar. Não há nenhuma figura que me chame a atenção ou nenhuma polêmica que queira levantar.


5h44. Fui fumar um cigarro, mamãe levantou e já veio cheia de pra-que-isso para cima de mim, então disse a ela que iria ficar acordado, o que ela achou a melhor opção. Então vai ser no virote mesmo. Espero que meu amigo Marinheiro não venha hoje. Ou que venha. A companhia dele é sempre bem-vinda. Estou sem assunto. Estou é com sono. E este post está muito grande já. Vou revisar (haja saco) e postar. 

sábado, 14 de outubro de 2017

BOSCO

Aparentemente, comparar estatísticas é algo divertido. Pelo menos para a trupe de amigos meus que joga Fifa no videogame. Consigo vislumbrar a diversão nisso, é uma gamification da meritocracia. Muito interessante. Não entendeu nada. Deixa pra lá. Eu quase não entendi. Hahahaha. O meu último rincão de links afiliados de bonecos está para morrer, agora precisa de aprovação do administrador para postar no grupo, não sei como ele permitiu que eu publicasse ainda o meu post de link afiliado. Acho que porque era um livro e não uma estátua talvez. Ou talvez por ser eu. É, eu gozo de certa reputação no maravilhoso mundo dos bonecos. Pelo menos, eu acho. Hahahaha. Vamos ver o que vai acontecer no dia 12 quando eu tentar publicar os links da Batwoman e do Iron-Man lá. Se for rápido o suficiente. Será que o administrador vai permitir? Quem viver verá. Espero estar entre os inclusos. Estou todo engraçadinho hoje. Cheio desse humor sem graça que só me apetece. Sinto que venho passando por uma transformação na forma como escrevo. Não sei ainda se para o bem ou para o mal, mas percebo o meu estilo levemente diferente. Uma mudança de estilo é algo que me agrada, pois torna a escrita algo mais fresco, mais novo. Me surpreendo com certas coisas que escrevo. Como disse, não sei precisar se é uma surpresa boa ou má, só sei que é diferente. Fora do meu comum. E a sensação de ser fora do meu comum me traz um tipo novo de satisfação. Quem sofrem são os leitores, pois posso estar me tornando ainda mais chato do que sou sem me aperceber disso. Com ou sem mudança de estilo seguirei escrevendo, entretanto. Eita, me lembrei que tenho que digitar o diário do Manicômio. Sem saco nenhum para isso agora. Acho que essa mudança tem um pouco a ver com os meus projetos paralelos, por me debruçar neles com mais frequência. Mais até do que eu acho necessário. Mas se me apraz, então é necessário. Se não fosse, não faria. Mas em um dos projetos tenho mesmo que me conter e talvez até me resguardar mais, o problema é que não consigo. É de todos os meus quatro canais de expressão, o que mais me preenche, estou meio desencantado do meu blog de bonecos, não tenho nem ânimo para buscar uma nova entrevista, que se afigura talvez até possível, mas mesmo assim vontade de persegui-la não há. Talvez seja só hoje. Talvez seja só agora, na próxima meia-hora. Sei que adoro me desdizer, me determinar a tomar um caminho e tomar o completo oposto, que não me espantaria nada, daqui a pouco estar fazendo uma lista de perguntas para perguntar ao cidadão em questão. A Coca está uma delícia. Normal, com muito gás e gelo. Só faltava ser Cherry. Quem sabe um dia no Brasil também tenha, né? Uma solução que divisei mas que não utilizei muito foi colocar um Halls cereja no fundo do copo e encher de Coca. Em alguns momentos dá para sentir o sabor da cereja misturado com a Coca e fica até bom. É o meu jeitinho brasileiro de obter Cherry Coke.

21h15. Me perdi no Pinterest, pense num site que tem tomado o meu tempo ultimamente. Tenho que dar uma parada no meu colecionismo de fotos de gatas lindas. Lindíssimas, na minha opinião. O Pinterest me mandou uma pasta de um cara que tem extremo bom gosto, mas estou com preguiça de salvar quase tudo o que ele coletou. Fica para depois, quando estiver com mais paciência. Salvei o e-mail com estrelinha e ele foi para a minha página principal do Gmail, está bem visível, faço isso outra hora.

22h25. Acabei criando as perguntas para a entrevista e mandando uma mensagem para os escultores, mas eles estavam off-line. Eu sabia que eu acabaria fazendo isso no momento em que disse que não faria. Isso é muito louco em mim. Essa necessidade de transgredir até a mim mesmo. Não sei se isso é uma forma de reafirmar o meu livre-arbítrio para mim mesmo ou ser birrento comigo. Só sei que acontece com mais frequência do que julgo salutar. Pelo menos dessa vez foi para algo produtivo. Talvez, né? O cara não me respondeu. Pode dizer que está sem tempo novamente e talz. Vou ter que acordar supercedo amanhã para levar mamãe em mais um exame. Outro demorado. Essa mania de acompanhar a minha mãe parece que pegou (na cabeça dela, talvez do meu padrasto). Aposto que mesmo que ela receba a segunda via da carteira de motorista vai querer que eu a acompanhe, já que não estou no CAPS, que estou sem nenhuma responsabilidade. Estava pensando em ir logo dormir, mas me lembrei que ainda preciso tomar banho. E para tomar banho preciso primeiro de coragem. Essa chega aos poucos. Por falar nisso, estou começando a gostar da ideia de ter um novo celular porradão. Já separei um e até o case e o adesivo para proteger a tela na Amazon. Preciso, antes, ver o tamanho dele na vida real para ver se cabe no meu bolso. Não quero um celular que fique caindo do bolso. Ainda mais um que parece tão quebrável quanto o que escolhi. Escolhi é modo de dizer, eu pedi celular destravado e ele foi a primeira opção e uma das únicas destravado para o Brasil. O único com muita memória.

23h22. Botei o meu último copo de Coca antes do banho. Já fumei o meu cigarro da noite. E estou meio vidrado em Björk desde ontem, especificamente depois que achei a imagem dela para colocar como plano de fundo do meu notebook. Desde então venho ouvindo a sua discografia em modo aleatório. E vez ou outra, coloco a nova “The Gate” para ouvir. Estou ansioso pelo novo disco. Espero que seja lançado ainda esse ano. Quero ter o objeto físico, não apenas as músicas no Spotify. Por falar em Spotify, minha mãe tem que me mandar o convite de novo, pois está pagando plano família e eu continuo usando a conta dela. O cinema com o meu amigo gordinho foi adiado para a semana que vem, então a Gatinha vai poder me visitar amanhã. Recebi duas curtidas do post anterior, massa, só não consigo entender como agrado. Que bom que seja assim, adoro receber curtidas de pessoas que não conheço. Significa que algo em minha verborragia tocou os botões certos nas pessoas. O copo de Coca acabou. Acabei também de ver os recordes mais bizarros do Guinness e os salários mais altos da Rede Globo. A faixa vai dos 50 mil, até os 200 mil com até um milhão de reais de bonificação, como é o caso de Tony Ramos. 23h52. Estou ficando com sono. Cadê essa coragem para o banho? Vai ser bom, homem. Eu sei, mas calma lá que aqui está melhor. Não quero me levantar agora. Puxa, esse exame de mamãe amanhã cedo me quebrou na emenda. Vou logo tomar banho. Deixar de enrolação e desfrutar de uma relaxante chuveirada quente.

0h17. Tomei o banho, devidamente limpo, dentes escovados e pronto para amanhã. Aí é só conseguir me levantar, trocar de roupa, tomar um café com cigarro, depois uma Coca gelada e ir. Vou de sapatos para não desagradar mamãe. Torci meu pulso durante o banho, quando fui me levantar do chão no final do banho, quando resolvi sentar um pouquinho e deixar a água me banhar. É a tal da “PVC”. Que saco. Fica difícil levantar me apoiando até essa torção destorcer. Mas nada de muito grave, graças. Nada como o que acometeu a minha irmã. Ela vai ao médico amanhã. Espero que seja tudo reversível. O chato de ter a noite só para mim é que menos informação aflui para mim pelos canais digitais. Se bem que os canais do maravilhoso mundo de bonecos nunca dormem. Queria gostar mais de YouTube, mas cada vez gosto menos de assistir coisas. Cada vez mais gosto de digitar coisas apenas. E admirar belezas das estátuas de heróis e das mulheres jovens. Talvez se fosse transportado para uma exposição de arte também me encantasse. Não sei. Não fui buscar ver o museu lá em Munique, dificilmente o faria aqui, só se fosse com amigos.

0h48. Agora dei para namorar o celular. Tenho que baixar o facho, pois posso dar com os burritos n’água. Não guardar expectativas. Esse é o mote. Me lembrei agora de uma agradável surpresa que tive em Munique e que relatei no Desabafos do Vate (infelizmente não cabe aqui). O inesperado está à espreita em qualquer lugar mesmo. Mas inesperados bons são tão raros na minha vida que me marcam sempre que acontecem. 1h01. É bom começar a pensar em ir dormir. Vou beber água em vez de Coca. O último de Coca foi antes do banho. Depois não bebi mais nada. Deve ser algum tipo de recorde para mim. Hahahaha. É bom beber água de vez em quando. Parece que dá uma limpada. Uma vez fui com uma ex no motel. Para impressioná-la aluguei o maior quarto do motel, ele tinha três andares e até elevador. Acabou que o negócio era tão grande e tão escuro que ficamos meio com medo e intimidados com aquele lugar enorme. Acendemos todas as luzes que achamos e ficamos no quarto menorzinho, que tinha um banheiro e uma cama de casal. Ou seja, apesar de uma nova aventura vivida, foi um enorme desperdício de dinheiro. O quarto serviria para dar uma festa, fazer um bacanal ou coisa que valha, não para abrigar um casal apaixonado. Era demais para nós dois. Mas foi bacana. Fui tão poucas vezes a motel que valeu a experiência de conhecer a mais luxuosa de suas instalações. E nem foi um motel ruim, era bonzinho. E o quarto tinha tudo, dancing, piscina, vários cômodos, era do tamanho do amor que tínhamos um pelo outro à época, mas intimidante mesmo assim. Percebo que estou muito redundante nas minhas descrições e nas coisas que explico e digo de forma geral. Talvez essa coisa cíclica, redundante eu esteja tendo como novo estilo. Se for, é muito chato mesmo. Vou tentar me conter. 1h16. Não posso ir dormir mais de 2h00. Recebi um e-mail com um “A” pensei logo ser um link afiliado. A essa hora seria a única possibilidade na minha cabeça, mas que nada, quando fui olhar o título do e-mail era coisa do Change.org. Que decepção. Ninguém vai clicar num livro idiota com fotos de bonecos e, a partir dele, comprar algo mais substancial. Estou me enganando aqui. O Iron-Man e a Batwoman é que vão ser o ouro. Mas provavelmente não terei tempo de postar. Farão mais rápido que eu para variar. A água acabou, a playlist de Björk acabou de acabar, está na hora de eu dar um tempo aqui e escrever amanhã do lugar em que mamãe vai fazer os exames, do celular, se ainda houver carga. Vou comer alguma coisa – tortinhas de limão – antes de ir dormir. Com um último copo d’água, é claro.

1h48. Peguei um copo de Coca para fechar a noite. Já desliguei o som. Está surgindo em mim cada vez mais traços de velhice. A bolsa embaixo do meu olho direito está mais inchada, como de velho. É chato perder a juventude, o aspecto de juventude. A juventude acho que sempre carregarei em parte comigo, embora a outra parte de mim seja a de um velho ranzinza e rabugento. Outra coisa que talvez precise trabalhar na suposta terapia. Quando chegar dos exames de mamãe, não quero nem saber, vou tirar uma longa soneca. Lembrando que a Gatinha vai aparecer por aqui. Espero que seja um encontro bem legal. Tem tudo para ser. 1h59. Vou fechar o computador para me deitar.

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Estou com mamãe no local dos exames. Ela está preenchendo a papelada para ser atendida. Recebeu questionários para responder. Está os preenchendo agora. Estou sem sono e sem cigarros. O meu Vaporfi está quase sem líquido. Vou ver se mamãe me deixa dez reais para eu comprar uma carteira nas redondezas. E tomar uma Coca-Cola. Mamãe acabou de dizer que vai lanchar após o primeiro exame. Vamos ver se vai dar tempo. De todo modo já comuniquei meu intento tabagista, sob seus protestos, e acho provável que ela me dê dinheiro para isso.

10h17. Mamãe espera jogando paciência spider no celular e eu, eu escrevo, para variar. Espero que ela me dê a grana para o cigarro e a Coca. Incrível como a bateria do meu celular cai rápido. Não sei se esse aplicativo do Blogger drena muita carga, só sei que, dentro em breve vai chegar na metade da carga e terei que desligar.

10h37. Ela joga sudoku agora. Já me deu o dinheiro para o cigarro, mas não para a Coca. Vou dar uma baforada no restinho do Vaporfi.

10h52. Já comprei o cigarro, Hollywood. Dá para o gasto, mas não para o gosto, pois prefiro muito mais Marlboro. Mas do que posso reclamar? Mamãe me deu o dinheiro sem reclamar muito e agora eu tenho cigarros. Minha condição é ótima. Para quem está numa sala de espera de um centro de diagnósticos, digo. Mamãe já está impaciente com a demora. Minha vontade é botar o iPod, mas estou acompanhando minha mãe, não posso. E a vez dela está demorando mesmo, até eu admito. Pessoas que chegaram depois, acho, já foram chamadas. A explicação é que há muitos exames a serem autorizados. Quando a bateria chegar à metade, o que não tarda, paro. Estou com sono. Espero conseguir dormir quando chegar em casa. Preciso comprar Coca hoje. Hoje eu quero uma noite daquelas para compensar esse enorme saco que é estar aqui a esperar. E pior, daqui a pouco sem o auxílio luxuoso da escrita. Minha mãe foi chamada. Vou fumar um cigarro com água ou café. Vi alguém bebendo café. Talvez haja de graça.

11h22. Acabei de fumar o meu primeiro Hollywood. Mamãe já entrou para a primeira batelada de exames. A próxima só de 13:30, o que significa que passaremos o dia aqui. O trânsito lá fora está infernal. Espero que pelo menos quando sairmos a coisa esteja melhorzinha. Senão vai ser um pequeno inferno voltar para casa. A bateria está quase na metade, acho que vou passar a segunda batelada de exames sem celular. Vou desligá-lo em breve para poupar energia para o Uber. O Hulk me veio à cabeça não sei por qual encadeamento de pensamentos. Lembrei, foi porque pensei que essas viagens de Uber vão ser computadas no meu cartão, assim como o Hulk. Agora tem pouca gente aqui. A hora do almoço é a mais adequada para vir fazer exames, então. Ao menos aqui. Ah, o Hulk... estou quase querendo desistir dele pela enorme dor de cabeça que será trazê-lo. Mas não vou passar o resto da vida com a frustração de não tê-lo. Já basta a eterna frustração de não ter o OG Hulk, que poderia ter comprado decente quando lançado. Na TV, um casal de cegos fala sobre os seus cachorros guias. A bateria chegou na metade. Vou insistir mais dez minutos aqui antes de desligar. 11:41. Tem um lugar para carregar celular aqui! Vou ver se dá para escrever conectado a um dos carregadores sem empatar o senhor que está perto do dispositivo.

11h47. Achei outro lugar de recarregar onde não há ninguém. Estou digitando em pé, mas acho que está carregando. Apareceu um raiozinho no desenho da pilha. Espero que funcione, não seja caô. Se não descer mais já está bom. E é bom que digito em pé, exercito alguma musculatura, não sei bem qual seria, mas alguma, das pernas, creio. Sem dúvida requer um esforço um pouco maior do que ficar sentado. Está carregando na mesma medida em que gasto a bateria. Que fique assim, ao menos. Espero que minha mãe me ache nesse recôndito tão isolado da clínica. Aos poucos a bateria carrega, já carregou 2%. Hahahaha. Pensei bastante em alguém hoje. Assunto do outro blog, mas agora não, agora estou focado no Profeta. Tem um ícone novo na barra do topo do meu celular parece representar a tela ou o celular vibrando. Não faço a mínima do que quer me comunicar o desenho. Bom, espero que não seja nada demais.

12h18. Descobri um cafezinho e fui tomar com um cigarro. Estou ficando de saco cheio de ficar em pé, mas tenho que aproveitar para escrever agora antes que o lugar comece a encher de novo. “Birthday” é um dos melhores vocais de Björk de todos os tempos. Acho que foi o primeiro single do SugarCubes mas não dou certeza. Pulou para Right Said Fred, meu iPod é eclético, antes rolou Audioslave e Zizi Possi. Hahahaha. Mamãe demora. Daqui a pouco vai ter que emendar um exame no outro sem lanchar. “You know my celibate days are over”, canta Belle & Sebastian. Quando poderei dizer isso de mim if ever? Devagar e sempre o celular vai carregando. Esse aplicativo deve realmente comer muita bateria. Na TV, um conflito entre protestantes e polícia se desenrola no centro da cidade. Pode ser por isso que o trânsito esteja tão ruim por aqui. Os manifestantes estão bloqueando duas vias, pelo que pude ver. Espero que mamãe possa andar até a rua anterior para ver se pegamos um desvio. Sei lá, talvez não exista desvio. Jesus & Mary Chain rolando. Uma música que curto, mas não sei o nome. Emendou com Maria Rita que só me lembra o game FEZ e a época em que me dedicava mais completamente ao blog de bonecos. Vamos ver quando chegar em casa se o cara vai poder responder a entrevista. Tenho que perguntar sobre novos projetos. Foi uma pergunta que esqueci de fazer e que sempre respondem de forma reticente. A manifestação na TV parece ser do MST. Geralmente estímulos negativos tem maior impacto sobre mim, isso só não ocorre com mulheres, no caso delas, as que me apetecem são as que mais me marcam. Ainda guardo na cabeça a apetitosa garota que vi em Porto, no aniversário da minha tia, filha de um casal amigo seu.

12h50 e nada de mamãe. Vou beber água. Vixe, estava tão gelada que doeu até a minha fronte, perto do pau da venta, no lugar exatamente acima de onde os óculos se apoiam no nariz. Já começa a chegar a nova leva de pacientes. Dentro em breve não poderei ficar em pé aqui digitando, se bem que obstruo apenas uma cadeira, que seria a minha. Talvez dê. Não sei se eu ficar aqui intimida outros que porventura cheguem e queiram carregar seus aparelhos. Para ser sincero, pouco se me dá, não são eles que estão aqui desde as 9:30 da manhã. Paul Simon rolando, antes Los Hermanos. Tem uma garota até atraente do lado oposto da sala e uma morena super bem-feita veio para essas bandas, morena, não, mulata. Nossa, que corpo. Escultural. Patrimônio nacional. 13h09. Começo a me indagar se minha mãe saiu e não me viu. Mas me viro com frequência para ver se ela saiu. Que exame demorado da molesta. A mulata é bonita até de rosto, pena que não me atrai de fato, meu gosto tende mais para caucasianas e asiáticas, não sei por quê. O local começa a ficar cheio de novo. Quero fumar um cigarro, gostaria de...

14h29. Minha mãe chegou com boas e más notícias. As boas são que não há sinal mais de câncer e todos os seus órgãos estão bem. As más são que as mãos e os pés estão, no mínimo, com artrite. Lanchamos e ela vai começar a segunda parte dos exames que espero abranja os joelhos, parte maior de suas queixas. Tivemos que ir do bloco A ao C, onde encontrei, acredite quem quiser, Popeye! Personagem ilustre do Manicômio. Nunca esperaria tal surpresa, já valeu minha vinda para cá, gosto muito dele. Para mim, junto com o Tio, e o perene buchudo, são as figuras mais emblemáticas do Manicômio. Ele mais que todos. Fiz selfies com ele, só sei se ficaram boas quando eu botar no computador. Vou fazer uma camiseta se alguma ficar legal.





23h11. Estou com a Gatinha na piscina. Ela foi ao banheiro. Ela vai fazer uma entrevista comigo.

1 – Qual foi a primeira sensação que você teve na Alemanha?
2 – Qual conselho você não daria aos meus sobrinhos?
3 – Qual é a sua motivação hoje?
4 – Como você se vê daqui a dez anos?
5 – Do que você tem medo?
6 – Você acredita em destino?
7 – Se você pudesse voltar ao passado o que é que você mudaria?
8 – Ai... se você pudesse passar meia-hora com uma pessoa, viva ou morta, quem seria e por quê?
9 – Você queria ter filhos?
10 – O que você diria a seu pai?

Estas foram as perguntas elaboradas por ela que depois fez o que ela chamou de pingue-pongue comigo falando uma palavra para eu rebater com outra. Foi muito bom tê-la encontrado aqui, embora no final nossas almas tivessem se desencontrado um pouco.
Vi desde momentos triunfantes da sua vida a momentos de profunda dor. Não detalharei mais porque acho que são assuntos íntimos da Gatinha. São 1h54. E ela partiu há uns 15 minutos. Ou menos. Por falar nisso, vou checar o Uber. Vou subir só quando a Gatinha se comunicar comigo dizendo que chegou sã e salva em casa. 2h02. Acabei de falar com ela e está tudo bem, chegou em casa. Dei a nota ao motorista do Uber, cinco estrelas, como sempre. E agora já posso subir. Mas acho que vou ficar mais um pouco aqui. Não. Vou não. Vou subir.

2h38. Estou devidamente instalado no meu quarto. Estou ouvindo Björk mas não sei se é o que quero ouvir, só se botar em modo aleatório. Depois de “Joga” que acaba de começar. Na entrevista acho que fui influenciado pela entrevistada ser quem é. Obviamente que fui. Mas o seria com qualquer um que conheça. Esse negócio de Dia das Crianças é internacional. Não sabia. A maquete do Homem-de-Ferro está saindo por um preço menos absurdo do que muitos predisseram, talvez o Swamp Thing fique pelo preço que imagino. Mesmo assim não sei se vou possuí-lo. Talvez a minha coleção acabe no busto do Hulk. Se o universo conspirar a favor, até a Red Sonja, mas acho que disso não passa. E não passa ao Monstro do Pântano porque acho que a caixa é grande demais para trazer de avião. E a vida continuará mesmo assim. Com um buraco, mas um buraco suportável. Nada que abale a alma. Acho que não vou me impressionar com o Hulk quando estiver cara a cara com ele. Espero que pelo menos goste. Como espero gostar do novo de Björk. Mas já falei sobre isso. Acho que toda essa björkmania por que passo é em antecipação ao disco. Acho todas as músicas massa. É muito boa essa sensação. De mergulhar mais profundamente em cada canção. Minhas mãos estão geladas, não sei por quê. Ou melhor, tenho uma ideia e ela me agrada. Significa que não há nada de errado comigo. Gostaria de saber se o meu amigo cineasta vai aproveitar as entrevistas que a Gatinha fez. Acho que foram muito interessantes e ricas, embora curtas. Gosto de tigres, acho-os animais mui belos. Poxa, acho a capa de “Bastards” o plano de fundo perfeito para o meu computador. Estou muito contente com ele. Acho que a Gatinha arrumou um namorado de responsa agora. Espero que sejam felizes. Se façam felizes quando juntos. A Gatinha inclusive já goza de certa intimidade com a família dele, o que é muito bom para ela que mora longe da família. Também pensa em adotar um garoto de seis anos, o que é muito louvável. Quanto mais velha, mais difícil de ser adotada é a criança. É bem mais complexo para uma criança de seis anos introjetar que a Gatinha é a mãe dele, no caso ela visa um menino, me mostrou até foto dele. Mas aí já estou entrando muito na intimidade da Gatinha. Não tem muito como mencioná-la sem entrar em intimidades, pois temos conversas muito íntimas porque somos de fato muito íntimos. Nunca nem tinha reparado nisso até agora. Legal. Acho intimidade um tesouro raro nas relações sociais de hoje ou das quais disponho hoje. Acho que minhas amigas psicólogas gozam da mesma intimidade uma para com a outra, como acho que essas também guardam com os seus pares, mas em uma escala menor, por exemplo, uma nunca iria falar da outra para os maridos, entretanto, ambas falariam sobre os maridos uma com a outra. Talvez esteja enganado. Pode ser que falem uma da outra para os maridos também. Em verdade, acho que falam. Pelo que me lembro das conversas que tinha com a Gatinha ou que ainda tenho. Gosto muito da interface do Spotify, é agradável aos olhos e a UI e seu design gráfico são muito sleek. Principalmente se tirarmos a página principal muito poluída com fotos. Gosto do fato das fotos serem quadradas, lembram as capas de vinil. Inclusive os ícones de categorias da página inicial. Só tiraria as fotos e substituiria por ícones com o nome embaixo. Acho um serviço fantástico, como Wikipédia e Google. Mas começo a ficar em dúvida sobre a Google, acho que andei lendo algumas coisas aí sobre algumas de suas novas empreitadas e me desagradei do que vi, mas sinceramente não lembro. 3h42. Nossa, como está tarde. Pretendo sinceramente fazer uma camisa com a selfie que tirei com Popeye. Foi uma honra encontrá-lo. Alguém que suporta o que ele suportou. Não sei se ele seria capaz de conviver em sociedade. Quero crer que sim, o vi interagindo hoje no hospital e não achei impossível com um comprometido acompanhamento psicológico, como o Rizoma pode dar na Casa Girassol, mas a verdade é que nunca saberei, pois ele está condenado pela Doutora e a família a passar o resto dos seus dias no Manicômio, o que é um destino muito triste. Mas ele não perde o bom humor quando está de bom humor, o que é a maior parte do tempo. Acho que até mais agora que parou de fumar e que não precisa ficar mais naquela paranoia incessante por cigarros. Isso deve ter melhorado e muito a sua qualidade de vida, tendo mais tempo para bom humor. Está com 70 anos, compartilhou comigo. E disse que tinha sido transferido para a Casa Azul, o que é muito menos ruim que o Manicômio em si. Dependendo do ponto de vista, pois ricos tendem a ser muito sensíveis e demandantes. Não se dão muito bem com “nãos”. Nossa, agora me projetei para dentro do Manicômio de novo e um sentimento ruim me assolou. Não quero mais ser internado. Depende só de mim, em verdade. É só não recair em cola. Me bateu vontade momentânea de ver um filme agora, mas já passou. Pensei no que acabei de baixar – e por isso veio a vontade –, “The Dark Tower” ou algo assim. Ou ele ou “Kung-Fusão”. Esse não sei por que me veio à cabeça. É um completo mistério para mim. Mas, bem, a vontade passou, mas ficou latente para outra ocasião, quem sabe amanhã. Eu assisti “Ghost In the Shell” e não me lembro de praticamente nada. Começo a gostar cada vez mais de “Bastards”, que bom.  A versão de “Virus” é fenomenal. É outro que talvez encomende o CD. O que quero comprar nos EUA? Quatro coisas, o novo CD de Björk, “Bastards”, Persona 5 e o celular. Ah, e uma capa e uma película protetora para ele. Fui ver a capa do celular que desejo adquirir. É brega, mas para proteger o bichinho vai ela mesmo. É um celular que acho mais frágil que o meu. Bem mais frágil, eu diria. O meu aguentou muita queda. Espero muito que caiba no meu bolso. Tem pessoas que eixbem o celular como quem bota o pau para fora para ver qual é o maior. Mulheres também apesar da comparação. Não o veem como um aparelho, mas como um sinal de status e bom gosto. Acho que eu entendo porque o nome do disco de remixes de “Biophilia” se chama “Bastards” porque é como se cada remix fosse filho de um pai diferente, visto que as músicas são totalmente desconstruídas e reconstruídas pelos DJs ou sei lá como se chama o nome de quem faz remixes. Geralmente para uma versão muito massa e até mais acessível que as versões do próprio disco em alguns momentos. Como “Crystalline” e “Thunderbolt”. Deve ser massa ser uma artista como Björk, a estrela da gravadora. De longe. Deve ter liberdade criativa total. Mas que queria que ela criasse um disco mais pop agora, eu queria. Mais acessível. Pensei na cola agora. Vade retro! Saco. Odeio esse tipo de pensamento pipocando. Deve ter sido disparado pelas memórias do Manicômio. Não pensei mal da cola, isso é o que é pior. Não pensei bem também. Foi uma lembrança neutra, mas me incomodou. Havia um pouco de nostalgia admito. Mas não quero me internar de novo. Me internar não, ser internado que, por mim, nunca mais voltava para aquele lugar.

4h37. Voltei ao “Homogenic” para algo mais pop de Björk. Daqui a pouco vou dormir. Sinto o sono me pegando. Botei “Unravel”. Vou pegar mais Coca.

4h52. Acabei comendo bacalhoada com paçoca. Pense que estava precisando comer. Se bem que comi uma coxinha de galinha e um croissant de queijo no almoço. Nossa, a diferença para os croissants alemães, você não faz ideia. Lá eles usam essas massas folhadas em vários pratos, então são mestres nessas massas, que são deliciosas. Bateu uma saudade da Alemanha. Eu que nem queria ir para a viagem, com saudades. Hahahaha. Estou cada vez com mais sono, quando essa comida bater mesmo no estômago, acho que é lona para mim. Pensei numa coisa para fazer, brincar com a foto de Popeye no Photoshop. Ver se consigo dar o efeito que eu quero.

5h19. Mexi e remexi e não deu em nada que me agradasse. Tive mais uma ideia, mas só vou fazer amanhã, eu acho. Vou anotar aqui. Tive outra. Mas primeiro a do Photoshop. Tons de cinza com verde multiply. A outra é vetorizar a imagem no Illustrator.

5h26. Vetorizar não funcionou. Pelo menos no Illustaror. Acho que vou tentar o verde.

5h55. Acabei ficando com o vermelho, fiz um layout no Corel, mas não me agradou. Acho que vou fazer com a sequência de fotos.

6h02. Fui pegar mais Coca. Reenviei as imagens de Popeye porque acho que não me enviei todas. Está batendo a fome de novo. Preciso resistir. Vou ligar o ar para dormir.

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15h39. Acordei por volta das 14h40. Acredito que só tenha ficado na cama até essa hora porque minha mãe também resolveu tirar um cochilo à tarde, de outro modo já teria me expulsado do meu sono antes. Eita, os links afiliados de hoje já estão prestes a serem lançados vou para a página específica da Sideshow e deixar tudo preparado.

16h16. Consegui emplacar o link afiliado do Iron Man, foi melhor que a Batwoman, que alguém postou primeiro. Vamos ver se converto alguma comissão. Mas com essa coisa de RSVP da Sideshow e a ojeriza generalizada em relação a links afiliados acho difícil. Ficarei na torcida aqui. 16h22. Parece que converti uma comissão! Iurrú! Já tinha me esquecido do frisson que dá quando isso acontece. E parecem que foram duas! Que massa. Se se mantiverem já ganhei meu dia. Aliás meu dia já estava ganho, pois comecei ele em companhia da Gatinha, me entrevistando e repartindo sua vida comigo. Sempre muito bom, sua presença me faz bem e não guardamos segredos um para o outro. E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem. O Spotify se recusa a tocar músicas, desliguei e vou ligar de novo. Fui comprar Coca e nesse ínterim, converti mais uma comissão. Hoje é o meu dia. Até a Coca saiu mais barata. Hahahaha. Embolsei quatro reais (para somar para os cigarros) e devolverei a mamãe o valor das Cocas como se elas tivessem sido pagas no valor de tabela, como a priori foram, mas na hora da nota, o rapaz se embananou e botou preço para funcionário e, para não dar discrepância na contabilidade, teve que me dar quatro reais a mais pelas duas Cocas. É um absurdo o preço da Coca na pizzaria aqui em frente, mas é o preço a se pagar pela comodidade. Só não ter que enfrentar fila de supermercado já vale a grana extra. Não gosto de supermercados. Brasileiros, pelo menos. Gosto do Edeka perto da casa da minha irmã, acho que é o único supermercado que gosto dos que já frequentei. De toda sorte, este está sendo um dia de sorte para mim. Acho que este Iron Man que me gerou quatro comissões já vai ser uma peça que a galera não vai desistir no meio. Acho que quem compra ele é porque realmente quer, não há peça do Iron Man da Sideshow que rivalize com essa, esse é o melhor Iron Man produzido pela Sideshow em todos os tempos, na minha modesta opinião. Acho que vai ser a minha despedida dos links afiliados. Talvez bote o Swamp Thing como link afiliado se conseguir, mas acho difícil. Acho que minha carreira de links afiliados termina em grande estilo com esse Iron Man. Nunca fiz quatro comissões de uma postagem só. Quem sabe mais não venham, mas acho que agora que os e-mails de lançamento dele foram enviados para os que assinam a newsletter da Sideshow, dificilmente converterei mais comissões. O negócio são os primeiros minutos. Mas chega desse papo chato. Minha irmã PE veio passar a noite aqui, talvez o feriadão, não sei. Sei que ainda está meio zumbi da extenuante viagem de volta. Está nesse momento trancada no escritório com o seu pai. O Spotify voltou a pegar e voltei a ouvir Björk. Bem que eu podia converter mais uma comissãozinha. Eu sei que isso é ganância é sede do boost de adrenalina que cada comissão convertida me dá. Mesmo que ainda não tenha recebido nenhum tostão furado dessa empreitada que me é tão estressante por ser tão frenética e cheia de preconceito. O telefone apitou indicando chegada de um novo e-mail, pensei ser uma comissão, mas foram apenas os itens que acompanho do eBay. Por falar nos itens que acompanho no eBay, na sua imensa maioria bonecos que intento vender quando a cotação estiver propícia, eu realmente não escolho bonecos que se valorizam, pelo contrário, todos os que acompanho estão sendo vendidos por preços abaixo do que eu paguei. Ozzy. A fantástica faxineira já deve estar se aprontando para ir para casa. Assim espero. São 17h55. Coitada. Pense numa mulher admirável, honesta e trabalhadora. Perfeccionista. Alguém que faz o seu melhor. Guardo grande apreço por ela. Vou tentar fazer a camisa do Popeye hoje pela madrugada. Sim preciso puxar o áudio que a Gatinha gravou para dentro do computador.

18h36. Não consegui passar o áudio contando a minha ida ao show do U2 para o computador. Me mandei por e-mail, mas os arquivos vieram em formato “opus” que não é legível nem a pau. Que pena. Também, não sei o que há de tão interessante em tal história. Mas a Gatinha insistiu, eu contei o que me lembrava e não me lembrava de todos os pormenores. Sequelado dá nisso. Mandei um comunicado à Gatinha para ver se ela consegue capturar os arquivos, mas acho que também não vá conseguir. Acho que hoje à noite me dedicarei ao Desabafos do Vate, não tenho certeza.

19h28. Falei com a Gatinha, ela vai tentar salvar os áudios para mim. Estava revendo as filmagens e raramente dou uma risada. Raramente mesmo. Cada vez fica mais evidente que sou ou me torno um cara chato. Queria que a Gatinha viesse hoje aqui de novo, mandei até mensagem, mas vi que já está tarde para ela sair de Boa Viagem e vir para cá. São 19h34. Deixa para lá. A trupe do meu primo quer sair, mas não tem para onde. Disse no grupo que se fossem sair me comunicassem, mas a preguiça aqui abunda. Acho que vou ficar em casa mesmo. O que queria era ver Balde Runner 3D no cinema hoje. Tem sessão de 21h00 aqui no shopping de Casa Forte. Mas aí queimaria o cinema com o meu amigo gordinho. Não seria legal. Deixa para lá. Acho que vou jogar um pouco de videogame. 19h57.

21h26. Não consegui sequer entrar numa fase do jogo porque minha mãe chegou e me mandou comprar uma pizza para o jantar, depois pediu para eu acompanhar a família no jantar, depois pediu para minha irmã PE contar toda volta para o Brasil, que passou por Munique, Londres, Nova Iorque, São Paulo e Recife. Foi uma história longa e sofrida e por causa dela, eu tive que ficar na mesa até agora. Estou cansado pela minha irmã, foi uma experiência por demais extenuante. Não sei nem se terei coragem de encarar a madrugada hoje. Estou morrendo de sono aqui.

21h42. Estou sem inspiração para escrever. Acho que é a pizza pesando no bucho. E olhe que só comi um pedaço. Guardei o resto para a larica dos remédios. Acho que vou fechar um pouco a janela e ligar o ar, estou com calor. O ar está me dando mais sono. E ainda estou com fome. Acho que vou pegar mais um pedaço de pizza.

21h52. Comi outro pedacinho de pizza e coloquei da Coca normal que comprei com a pizza, a pedido da minha irmã PE, por estar geladinha. Me sinto mais desperto. Espero que os demais se sintam mais sonolentos.

22h25. O casal já se retirou. Minha irmã PE ainda está na sala. Já me sinto mais dono da noite. O problema é que estou relativamente sonolento também. Estava tentando fazer a camisa com Popeye, mas não está saindo nada que me agrade. Cada vez que me olho nos vídeos que faço me acho mais gordo e velho e chato. Que ozzy. Acho que vou para o Desabafos do Vate. Preciso mais de lá do que daqui. Além do que isso daqui já está com oito páginas de Word sem contar com o adendo que escrevi na clínica quando dos exames da minha mãe, que preciso copiar e colar aqui.

23h09. A edição exclusiva do Iron Man já se esgotou. Quem pegou, pegou. Acho que agora não gero mais nenhuma comissão com ele. Mas quatro já estão de bom tamanho.

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18h11. Numa virada do acaso perdi praticamente o mesmo tanto que ganhei em comissões ontem com desistências de outros produtos. O Iron Man já esgotou a versão exclusiva, então acho que quem comprou não vai desistir de jeito nenhum. E, mais importante, vai pagar até o final, nem que seja para revender, ou seja, receberei comissão por esse itens. Mas ter perdido tantas comissões quantas faturei me desagradou. Pior seria não ter convertido nada e ter perdido da mesma forma. Fiquei no zero a zero, pelo menos. Não perdi, o que me deixaria triste e desacreditado de que esse programa de comissões realmente tem alguma validade financeira. Tomara que quando as comissões começarem a entrar, não parem também. E eu receba algo, enfim. Queria poder financiar o meu Swamp Thing com elas ou ao menos as figuras que tenho para pintar na Yeti Art. Estou, para variar, sem disposição de fazer nada. Nem escrever. Mas seguirei escrevendo. Lembrei de ligar para Maria, mas ela só chega segunda. Resolveu passar o feriadão no Arapuá. Falei com minha tia de Natal e ela me achou bem. Está tocando a música que meu irmão dedicou a mim e minha irmã quando fomos aos EUA. Vou ligar para ele. Péra. 18h43. Falei com ele. Passei as fichas médicas de mamãe e da minha irmã de Munique, ele disse que esqueceu de comprar o Zelda, eu disse para ele deixar para quando a gente for para lá. Que não vai daria tempo de eu zerar no interregno que separa a chegada do jogo da viagem para a casa dele. São mais de cem horas de jogo, eu disse, ainda mais para mim, que gosto de passear por todos os recantos do mundo, além de não ser mais um exímio jogador, os reflexos aos poucos me abandonam. Nunca fui um exímio jogador, mas já fui muito melhor do que sou hoje. Estou falando tanto em games que está me dando uma vontade de jogar. Os dois que estão nos consoles são Super Mario Galaxy e Persona 4. Estou mais inclinado pelo segundo. Mas a inclinação é pouca ou, por outro lado, por demais íngreme para que me sinta motivado a encará-los. Mas quem sabe num futuro próximo? Ontem quando fui começar a jogar fui interrompido em definitivo pela minha mãe. Acho que narrei isso acima. Minha memória não está essas coisas hoje. Minha memória não está essas coisas, ponto. Não posso ficar reforçando essa ideia de que minha memória está combalida pois incutir isso na cabeça bem não faz, é como se me desobrigasse a memorizar as coisas, visto que acho que vou esquecê-las mesmo, e isso não é nada sadio, tratar a memória assim. Preciso, ao contrário, lutar para manter as memórias. Exercitar a memória. Um bom modo de fazê-lo é jogando games como Zelda e talvez Persona 4. O Super Mario Galaxy nem tanto. Ouvindo Blink-182, só por causa da última internação no Manicômio e a secura do Marinheiro e do Pequeno Buda pela banda. Mas salvei a balada e a mais pop do novo disco, certamente a que eles menos aprovariam. Mas não gosto de barulheira. Da maioria das barulheiras. Por falar em barulheira, faz tempo que não ouço a pasta de Sandy e Nirvana. Mas não estou com disposição agora. Tá tudo muito medianamente bom do jeito que está, pasta 6, escrevendo, tomando Coca e fumando Vaporfi. Não quero mudar este estado de coisas. Parece que alguém chegou. Chegou. Mamãe contou seu perrengue para conseguir o remédio no Português. Contou também que já pegou a carteira de motorista e que sacou dinheiro. Contei para ela do plano de sair hoje à noite com meu primo, ela não reclamou. Fez só cara feia. Normal. Hahahaha. De toda sorte, está de astral particularmente bom para o meu lado. Mas não sei se vou sair. Estou no limbo entre querer e não querer. Amanhã também tem programação, mas só aguento um dia. Ou hoje ou amanhã. Hoje o som é Los Hermanos (não sei como, só sei que não são os caras da banda), o que me agrada bastante. Acho que desagrada o meu primo. Mas de repente o público feminino faça o meu estilo. Pelo menos a afinidade musical haverá, espero. Ou é de se esperar. Se bem que meu primo, se for, odeia a banda. Hahahahaha. Coitado, o que não faz pelos amigos. Mas ninguém está respondendo nada no grupo. Mandei um boa sorte para o marido da minha amiga psicóloga no concurso de domingo. Muita gente deve estar fazendo, pois conheço mais três pessoas além dele que vão fazer a prova, meu primo-irmão, a Gatinha e meu amigo concurseiro. E conheço muito poucas pessoas, o que significa que um monte de pessoas deve estar prestando esse negócio. Gostaria que o marido da minha amiga e meu amigo concurseiro passassem, pois são os únicos desempregados dentre os que vão prestar prova que eu conheço. Seria um tremendo alívio para eles. É muita gente querendo mamar nas tetas do governo. Fugir do estresse da competição selvagem do capitalismo privado. Bom, gostaria que todos passassem mas acho que aí é abusar do poder divino. Não digo nada eles passarem. Pelo menos os dois por quem torço mais. Mas todos têm chance. Meu primo-irmão é escolado em concursos, por mais que tenha dito que não estudou muito e que está fazendo só por fazer. A Gatinha é tão magicamente desenrolada que não acho impossível que passe, só acho muito difícil logo no primeiro passar. Mas tudo é possível. Meu primo disse que vai sair só não sabe para onde. Não quer ir para nenhum dos programas sugeridos. Me convidou para ir à sua casa e de lá segui-lo onde quer que vá. Não sei se estou disposto a apostar na sorte assim. Acho que vou ficar em casa. Disse a ele que iria pensar por 15 minutos para ver o que decido. 20h37. De 20h52 eu dou a resposta. Mas parece que amanhã vai ter o café da manhã da minha irmã PE em celebração ao seu aniversário, porém ela não está aqui, não voltou para casa com o casal, será que esse programa foi adiado, pois certamente não consigo acordar amanhã de manhã saindo hoje. E o casal dorme. Tira um cochilo. Não há como me informar agora sobre a possível celebração matinal de amanhã.  Sabe de uma coisa? Vou ficar em casa. Estou bem aqui. E esse tiro no escuro de ir para a casa do meu primo sem destino definido pode descambar num programa de índio. Ele disse que não estava a fim de balada, nisso somos afins. Agora o que ele faria que não fosse balada? Eis a questão. Ele vai acabar indo para uma. Tenho quase certeza. Acho que vou ficar por aqui mesmo. Ouvi um barulho, mas talvez tenha sido no andar de cima. Não sei, o som está relativamente alto aqui no meu quarto. Só falta o pessoal aqui de casa, depois desse cochilo, ficar acordado até uma da manhã. Aparentemente acordaram ouvi a voz do meu padrasto no intervalo entre uma música e outra.

21h23. Minha mãe me pediu/mandou eu botar os remédios para mim para alguns dias, botei para uma semana. Meu primo que ir para Olinda para um show intimista onde vai se encontrar com uma ficante, não me interessei muito pelo evento e pelas circunstâncias sociais. Embora ele tenha dito que uma galerinha da menina iria estar lá. Fato é que fato superveniente se apresentou. Minha irmã PE está vindo para cá – arranhou a lateral toda do carro na saída da garagem – e terei que ir ao café da manhã em celebração ao seu aniversário de 30 anos, logo não há como sair hoje e acordar cedo amanhã e não posso furar nesse evento familiar. Combinei com o meu primo que iria com ele amanhã para a celebração do aniversário da nossa amiga, que ele me deixaria lá e partiria para Garanhuns para fazer a prova do concurso. Eu me virarei para voltar. Mas voltar é mais fácil que ir. Pelo menos eu sei para onde estou indo! Hahahaha. De meio-dia apareço na casa do meu primo e de lá nós vamos.

22h13. Que onda, os mesmos números do horário anterior só que em ordem diferente. Estava falando com o Marinheiro pelo WhatsApp. Muito bom falar com o bróder. Sua voz fica muito diferente nas gravações do WhatsApp. Que onda. Converti uma comissão. Graúda. Do Voltron. E o melhor, ele já está em estoque, pronto para ser enviado, ou seja, finalmente pode ser que eu veja a cor do dinheiro dessa luta insana que é a briga por links afiliados. Pelo menos uma parcela dela. Se o cara (ou a garota) não se arrepender da compra, digo. O Marinheiro disse que semana que vem passa aqui para a gente se ver e trocar uma ideia. Espero que mamãe não encrenque.


22h44. Vou colar o que escrevi na clínica de exames, ver se arrumo coragem para revisar e postar isso.